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  • Foto do escritorClinica NeuroGandolfi

ABA Intensiva é a intervenção com maior evidência científica para Autismo.


Desmistificando Mitos: A Eficácia da ABA Intensiva no Tratamento do Autismo

Introdução

No universo do Transtorno do Espectro Autista (TEA), cercado por informações muitas vezes equivocadas, uma afirmação recorrente figura como destaque na minha lista negra de equívocos: "Nenhuma terapia é realmente útil no autismo: não há nada a fazer!" Esta alegação, embora desanimadora, carece de fundamento quando confrontada com evidências científicas robustas que respaldam a eficácia de intervenções específicas, com destaque para a Análise do Comportamento Aplicada (ABA).


A Ciência ABA e Seu Impacto Transformador

Contrariando a visão pessimista acerca da intervenção no autismo, estudos rigorosos e amplos têm demonstrado que a ABA, uma abordagem comportamental baseada na ciência, pode promover melhorias significativas nas habilidades de comunicação, interação social e autonomia das pessoas com TEA. Essa intervenção, quando aplicada precocemente, revela-se especialmente eficaz, destacando-se como a mais respaldada por evidências científicas para todos os níveis e faixas etárias dentro do espectro.


O momento crucial para iniciar a intervenção ABA é antes dos 2 anos de idade, quando o cérebro está em pleno desenvolvimento e a plasticidade neural é mais pronunciada. Esse período oferece uma janela de oportunidade única para moldar comportamentos e habilidades fundamentais. No entanto, vale ressaltar que a ABA continua a ser benéfica em idades posteriores, adaptando-se às necessidades individuais de cada pessoa com TEA.


Transformando Vidas: Experiências Positivas com ABA

A ciência ABA já se revelou uma ferramenta poderosa para transformar vidas. Inúmeras histórias de sucesso testemunham os impactos positivos dessa abordagem, indicando melhorias significativas nas habilidades cognitivas, comunicativas e sociais dos indivíduos com TEA. Diante desse cenário, é imperativo desmistificar a ideia de que "não há nada a fazer", apresentando a ABA como uma promissora alternativa.


Desafios na Percepção: A Frase TOP 3 da minha lista negra e a Confusão com Intervenções

A frase "Meu filho fez ABA e não melhorou!" destaca-se como a terceira da minha lista negra e, ironicamente, revela um equívoco comum. Muitas vezes, pais são informados equivocadamente de que determinada intervenção é ABA, quando, na realidade, não se baseia nos princípios fundamentais dessa abordagem.


A ABA é uma ciência comportamental que se utiliza de estratégias sistemáticas para analisar e modificar comportamentos. Se o aprendiz não apresenta melhorias ao longo do tempo, é crucial revisar e ajustar as estratégias utilizadas. Caso contrário, é possível que a intervenção não esteja verdadeiramente alinhada com os princípios da ABA.


Conclusão: A Importância da Educação sobre ABA

Em conclusão, a assertiva de que "nenhuma terapia é realmente útil no autismo" é desmentida pelas evidências científicas que respaldam a eficácia da ABA. Essa abordagem comportamental tem o potencial de não apenas melhorar a qualidade de vida das pessoas com TEA, mas também de impactar positivamente aqueles que as cercam.


A compreensão inadequada da ABA, muitas vezes refletida na frase "Meu filho fez ABA e não melhorou!", destaca a importância da educação e do esclarecimento sobre essa abordagem. A disseminação de informações precisas pode desfazer mitos e orientar os pais na escolha de intervenções verdadeiramente eficazes para seus filhos com TEA.



Dra. Valéria Gandolfi Geraldo

Pediatria - Neurologia Pediátrica

CRM-SP: 105.691 / RQE: 26.501-1


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