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Alerta! Voltou o Sarampo no Brasil!

Atualizado: Fev 25


Há muitas hipóteses para explicar a queda histórica nos índices de coberturas vacinais de crianças e adolescentes, entre elas a influencia dos movimentos contrários à imunização e o avanço de informações falsas nas redes sociais.


Embora se questione o real impacto desses movimentos, uma vez que eles se concentram em nichos muitos específicos da população, não se pode negar o estrago feito pela disseminação de "fake news" nesse campo da saúde.


Isso não elimina a importância de outros fatores para explicar a baixa adesão à imunização de crianças, como a dificuldade das famílias em acessar os postos de saúde, descaso em relação ao risco de velhas doenças e a falsa sensação de segurança.


A questão é o que fazer diante dessa situação que tem levado ao ressurgimento de doenças até então sob controle ou já erradicadas? Lembrando que o Brasil conta com o maior programa público de vacinação do mundo.


No Brasil, escolas públicas e privadas podem pedir a caderneta de vacinação das crianças no ato da matrícula para alunos até o quinto ano do ensino fundamental, mas nem todas exigem a atualização das doses recebidas.


O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criando há 28 anos, e outros dispositivos legais garantem o direito das crianças à saúde e tornam obrigatória a vacinação.


Assim, não imunizar os filhos é uma prática ilegal no Brasil, o que poderia levar os pais a responderem criminalmente por expor suas crianças ao risco de adoecimento e morte, e a sociedade à disseminação de doenças passiveis de prevenção.


Então, a mensagem aqui vai ser direta: Você faria algo que pudesse fazer adoecer ou matar seus filhos? Então, por que deixa de vaciná-los?

Vacine-se contra o sarampo!
O que é Sarampo ?

O sarampo é uma doença infectocontagiosa provocada pelo Morbili vírus e transmitida por secreções das vias respiratórias, como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse. O período de incubação, ou seja, o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, é de cerca de 12 dias e a transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgiram placas avermelhadas na pele.


O sarampo é uma doença potencialmente grave. Em gestantes, pode provocar aborto ou parto prematuro.


(1) Sintomas: Além das manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular eritematoso), que começam no rosto e progridem em direção aos pés, podemos citar os seguintes sintomas: febre, tosse, mal estar, conjuntivite, coriza, perda do apetite e manchas brancas na parte interna das bochechas (exantema de Koplik).

Otite, pneumonia, encefalite são complicações graves do sarampo.


(2) Diagnóstico: É feito através de exames clínicos e, quando necessário, confirmado por exame de sangue.


(3) Tratamento: Por ser uma doença autolimitada, o tratamento é sintomático, isto é, visa ao alívio dos sintomas. Paciente com sarampo deve fazer repouso, ingerir bastante líquido, comer alimentos leves, limpar os olhos com água morna e tomar antitérmicos para baixar a febre. Em alguns casos, há necessidade de tratamento para o aumento de imunidade.


(4) Vacina: A vacina anti-sarampo é eficaz em cerca de 97% dos casos. Deve ser aplicada em duas doses a partir do 12 meses de vida da criança. Exceção feita às mulheres grávidas e aos indivíduos imunodeprimidos, adultos que não foram vacinados e não tiveram a doença na infância também devem tomar a vacina.


(5) Recomendações:

  • Não se descuide do programa de vacinação de seus filhos. A vacina contra o sarampo é a melhor forma de evitar a doença que pode ser grave, especialmente se elas estiverem debilitadas;

  • Procure saber a causa da doença de crianças que convivem com seus filhos. O sarampo é uma doença altamente contagiosa e de caráter epidêmico;

  • Não deixe de procurar atendimento pediátrico se aparecerem manchas avermelhadas na pele de sua criança, mesmo que ela tenha sido vacinada contra o sarampo;

  • Investigue se você teve a doença na infância ou tomou a vacina quando criança. Em caso de dúvida é melhor procurar um centro de vacinação.

Vacine seu filho contra o sarampo para prevenir a Pancefalite Esclerosante Subaguda Pós -Sarampo!
O que é Pancefalite Esclerosante Subaguda pós Sarampo?

A Pancefalite Esclerosante Subaguda pós Sarampo, também denominada encefalite do sarampo ou encefalite de Dawson, consiste em uma desordem rara inflamatória crônica progressiva do sistema nervoso central e grave, que acomete especialmente crianças e adultos jovens, resultante de uma infecção persistente pelo vírus do sarampo ou por uma mutação do vírus em questão.

Durante uma infecção pelo vírus do sarampo, o mesmo pode alcançar o cérebro e permanecer nesse órgão sem causar problemas durante muito tempo. Contudo, por razões ainda não elucidadas, pode ser reativado, levando ao quadro de pancefalite esclerosante subaguda. O quadro pode ter inicio até 25 anos após o contagio do sarampo.


(1) Sintomas: Inicialmente, o quadro clínico caracteriza-se por irritabilidade, alterações comportamentais, amnésia, alucinações e déficit intelectual que se reflete no aproveitamento escolar. Ao passo que o distúrbio progride, surgem crises epilépticas na forma de distúrbios motores, incluindo movimentos involuntários, como súbitos estirões musculares nos braços, na cabeça e no corpo (crise epiléptica mioclônica). Por fim, essas crises epilépticas podem acometer todo o corpo, resultando em movimentos anormais incontroláveis. Além disso, o intelecto deteriora-se progressivamente, bem como a fala. A musculatura torna-se cada vez mais rígida, tornando difícil de realizar o movimento de deglutição. Outra consequência desta desordem é a perda da visão. Nas fases finais do distúrbio, a temperatura corporal, a pressão arterial sistêmica e a pulsação (batimento do coração) são alteradas.


(2) Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido com base no quadro clínico apresentado pelo paciente. A confirmação pode ser alcançada por meio de exames laboratoriais, incluindo análise de sangue, visando elucidar o nível de anticorpos contra o vírus do sarampo, ou por meio de exames de imagens (ressonância nuclear magnética de encéfalo ou tomografia computadorizada de crânio) e eletroencefalograma, que indicam anomalias no cérebro.


(3) Tratamento: Não há tratamento eficaz para esta desordem, sendo que geralmente ela leva à morte dentro de 1 a 3 anos. Quando descoberta e tratada bem no início, a evolução da doença pode ser freada e o paciente terá que tomar a medicação para o resto da vida. Contudo, sempre há o risco de reagudização da doença.


#Dica: A vacinação é a melhor prevenção. Não deixe de vacinar o seu filho!


ALERTA: Esta postagem não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente ele pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Dra. Valéria Gandolfi Geraldo

Pediatria - Neurologia Pediátrica - Desenvolvimento e Comportamento Infantil

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