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Atenção: Microcefalia por Rubéola congênita pode voltar a ocorrer nos municípios brasileiros!


O reaparecimento de doenças já eliminadas no mundo tem preocupado o Governo Brasileiro. O alerta vem após a divulgação de que países como a França, Itália, Alemanha, Bélgica, Bósnia, Geórgia, Cazaquistão, Romênia, Sérvia, Dinamarca Ucrânia estariam sob risco de surtos de sarampo e/ou rubéola. A rubéola foi eliminada no Brasil desde 2010, mas é considerada endêmica em 14 países europeus, como aponta o boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com a globalização, o risco do vírus voltar a circular no país se torna real aumentando a necessidade de manter sempre atualizada a caderneta de vacinação.


O Ministério da Saúde disponibiliza no Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para evitar essas doenças. Pessoas de 12 meses a 29 anos de idade devem receber a primeira dose aos 12 meses de idade da tríplice viral e aos 15 (quinze) meses, uma dose da vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varíola), que corresponde à segunda dose da vacina tríplice viral e uma dose da vacina varicela. Caso haja atraso na vacinação, crianças até quatro anos de idade ainda poderão receber a vacina com o componente varicela. A partir de cinco até os 29 anos de idade, deverão ser administradas duas doses com a vacina tríplice viral. Pessoas de 30 a 49 aos de idade devem receber uma dose da vacina tríplice viral.


A vacina contra essa doença é a única medida preventiva e a mais segura. É importante que o esquema vacinal esteja completo, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação. O Brasil tem uma das melhores coberturas vacinais segundo a OMS e o Ministério da Saúde trabalha na perspectiva de atingir coberturas adequadas a cada ano. Por isso é importante que a população procure sempre atualizar a caderneta de vacinação.


Em 2016, a taxa de cobertura da vacina tríplice viral, administrada em crianças de um ano, atingiu 95,4% do público-alvo. O índice é ideal, visto que a meta para esta vacina é de atingir 95% do público, porém, a segunda dose administrada aos 15 meses da vacina tetra viral teve menor adesão, com 89,2% das crianças vacinadas.


O Brasil alcançou a meta de eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita, até o ano de 2010. Desde então, não há registro de casos no país. Em 2008, ocorreu a maior Campanha de Vacinação da Rubéola no mundo, com 65,9 milhões de pessoas na faixa etária de 19 a 39 anos de idade vacinadas, nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Maranhão. Nos demais estados, a faixa etária foi de 20 a 39 anos de idade. No ano de 2008, a cobertura vacinal foi de 94%.


A definição das faixas etárias para a Campanha de Vacinação da Rubéola, em 2008, ocorreu após o estudo de coorte de nascidos vivos entre 1927 – 2007 para identificar a população não vacinada. Destaca-se, também, a realização de uma campanha de vacinação em massa dirigida às mulheres em idade fértil, entre os anos de 2001 e 2002. Nesse período, foi introduzida a vacina dupla e tríplice viral no Calendário Básico de Imunização do Programa Nacional de Imunização, processo iniciado em 1992.


Entretanto, atualmente, o índice de crianças vacinadas vem diminuindo e há o risco da volta da Síndrome fetal da rubéola no Brasil.

A rubéola, também chamada de sarampo alemão, consiste em uma doença viral infecciosa e contagiosa, que tem como agente etiológico um torgavirus, pertencente ao gênero Rubivirus. A transmissão desse vírus geralmente ocorre quando há um contato físico próximo com a pessoa contaminada. Contudo, quando a mulher infecta-se durante o período gestacional, existe em elevado risco de infecção fetal, resultando na conhecida síndrome da rubéola congênita, que pode levar ao aborto espontâneo, morte fetal ou anomalias congênitas.


A transmissão da mãe para o feto ocorre através da placenta (via transplacentária), após a viremia materna.


Os bebês que nascem com a síndrome da rubéola congênita podem eliminar o vírus da rubéola juntamente como as suas secreções e excreções, por muito tempo. Dentro do primeiro mês de vida, o vírus pode ser observado em 80% dos recém nascidos, do primeiro ao quarto mês em 62%, do quinto ao oitavo em 33%, entre nove e doze meses em 11% e no segundo ano de vida, em somente 3% das crianças.


Embora a infecção pelo vírus da rubéola na fase intrauterina possa resultar no nascimento de bebês sem anomalias congênitas, pode causar aborto espontâneo, natimortalidade, ou ainda, o nascimento de bebês com anomalias simples ou combinadas.


As principais manifestações clínicas incluem:

  • Problemas oculares, como catarata, glaucoma, microftalmia e retinopatia.

  • Cardiopatia congênita, incluindo persistência do canal arterial, estenose aórtica e estenose pulmonar.

  • Surdez.

  • Microcefalia;

  • Deficiência intelectual;

  • Transtorno do espectro autista (TEA).

Outras manifestações clínicas que também podem estar presentes, porém são transitórias, abrangem:

  • Hepatoesplenomegalia;

  • Epilepsia (inclusive de difícil controle);

  • Hepatite;

  • Icterícia,

  • Anemia hemolítica;

  • Púrpura trombocitopênica;

  • Adenopatia;

  • Meningoencefalite;

  • Miocardite;

  • Osteopatia de ossos longos;

  • Exantema crônico.

  • Baixo peso ao nascimento e prematuridade também estão relacionados com a síndrome da rubéola congênita.

O diagnóstico é alcançado por meio da evidenciação de anticorpos IgM específicos para rubéola no sangue do recém nascido, apontando que este último foi infectado ainda na vida intrauterina, uma vez que os anticorpos IgM da gestante não são capazes de atravessar a placenta. Caso o exame de sangue aponte a presença do anticorpo IgM, deve-se colher swab nasofaríngeo para identificação do genótipo viral.


Até o momento não existe um tratamento antiviral eficaz. Este, por sua vez, tem como foco as malformações congênitas e deficiências.


Quando mais cedo for estabelecido o diagnóstico, bem como os procedimentos de intervenção, melhor será o prognóstico do paciente.


A vacinação é a única forma de prevenção da rubéola. A primeira dose da vacina deve ser administrada aos 12 meses de idade e o reforço aos 15 meses (Vacina tríplice viral, junto do sarampo e caxumba, ou Vacina Tetraviral, junto do sarampo, caxumba e catapora). Se a mulher atingir a idade fértil sem ter sido previamente vacina, deverá então receber uma dose da vacina tríplice viral.

O que é Rubéola?

Rubéola é uma doença infectocontagiosa causada pelo Togavírus. Sua característica mais marcante são as manchas vermelhas que aparecem primeiro na face e atrás da orelha e depois se espalham pelo corpo inteiro. O contágio ocorre comumente pelas vias respiratórias, com a aspiração de gotículas de saliva ou secreção nasal.

A rubéola congênita, ou seja, transmitida da mãe para o feto, é a forma mais grave da doença, porque pode provocar malformações como microcefalia, surdez e problemas visuais na criança.

(1) Sintomas O período de incubação do vírus é de cerca de 15 dias e os sintomas são parecidos com os da gripe:

  • Dor de cabeça;

  • Dor ao engolir;

  • Dores no corpo (articulações e músculos);

  • Coriza;

  • Aparecimento de gânglios (ínguas);

  • Febre;

  • Exantemas (manchas avermelhadas) inicialmente no rosto que depois se espalham pelo corpo todo.


(2) Diagnóstico: Por causa de sua semelhança com várias outras enfermidades, o diagnóstico preciso de rubéola só pode ser obtido pelo exame sorológico.

(3) Tratamento e Prevenção: O tratamento é sintomático. Antitérmicos e analgésicos ajudam a diminuir o desconforto, aliviar as dores de cabeça e do corpo e baixar a febre. Recomenda-se também que o paciente faça repouso durante o período crítico da doença. Criança que nasce com rubéola pode transmitir o vírus por até um ano. Por isso, devem ser mantidas afastadas de outras crianças e de gestantes.

(4) Vacina : A vacina contra a rubéola é eficiente em quase 100% dos casos e deve ser administrada em crianças aos 12 e 15 meses de vida. Mulheres que não tiveram a doença devem ser vacinadas antes de engravidar.

(5) Recomendações:

  • Quem não teve a doença deve evitar o contato com pessoas infectadas pelo vírus da rubéola;

  • Respeite as datas de vacinação de seu filho;

  • Gestantes devem tomar cuidado redobrado para não pegar a doença. A rubéola pode ser transmitida para o feto e causar complicações como malformação congênita como alterações oculares e cardíacas. Em alguns casos, pode provocar aborto.

#Dica: A vacinação é a melhor prevenção. Não deixe de vacinar o seu filho!

Atenção: Esta postagem não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente ele pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Dra. Valéria Gandolfi Geraldo

Pediatria - Neurologia Pediátrica - Desenvolvimento e Comportamento Infantil

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