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Sensibilidade ao Som em Crianças com TEA: Desafios e Necessidades Específicas em Épocas Festivas



Sensibilidade ao Som em Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA): Desafios e Necessidades Específicas em Épocas Festivas

A celebração de eventos festivos, muitas vezes marcada por fogos de artifício e rojões, pode ser uma experiência desafiadora para algumas pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A sensibilidade ao som é uma das características comuns entre os autistas, tornando-os mais suscetíveis a reações intensificadas diante de estalos súbitos e explosões. Este texto busca explorar os desafios enfrentados por indivíduos autistas em meio a eventos com fogos de artifício, destacando a importância da conscientização e consideração por parte da sociedade.


Sensibilidade ao Som no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA): Uma Realidade Complexa

A sensibilidade sensorial é uma faceta notável do TEA, e a audição hipersensível é uma manifestação frequente dessa sensibilidade. Crianças, adolescentes e adultos com TEA podem experimentar uma resposta exacerbada a estímulos sonoros, levando a uma dificuldade de processamento da informação sensorial pelo cérebro. Nesse contexto, os fogos de artifício, com seus estalos repentinos e vibrantes explosões, podem representar uma fonte significativa de desconforto e angústia para os autistas.


Reações Intensificadas e Meltdowns: Compreendendo o Impacto dos Fogos de Artifício

Para compreender a magnitude do impacto dos fogos de artifício em pessoas com TEA, é crucial considerar a natureza dos meltdowns, ou colapsos nervosos, que podem ocorrer em resposta a estímulos sensoriais aversivos. Um meltdown é uma reação intensificada, muitas vezes desencadeada por sobrecarga sensorial, levando a uma perda momentânea de controle emocional e comportamental. Os fogos de artifício, com sua imprevisibilidade e intensidade, têm o potencial de provocar meltdowns em indivíduos autistas.


As reações diante dos fogos de artifício podem variar amplamente, incluindo medo, angústia, susto e desespero. Além disso, a sobrecarga sensorial resultante dos estalos e brilhos intensos pode criar um ambiente extremamente aversivo para os autistas, impactando negativamente sua experiência em eventos festivos.


A Consciência Social Necessária: Um Apelo pela Não Utilização de Fogos de Artifício

Diante desse cenário, é fundamental que a sociedade reconheça as necessidades específicas dos indivíduos com TEA e demonstre empatia e compreensão, especialmente em períodos festivos que envolvem o uso generalizado de fogos de artifício. O apelo por uma celebração mais inclusiva e consciente reflete a busca por uma sociedade que reconheça e respeite as diferenças.


Alternativas Inclusivas para Celebrações Festivas

Considerando a sensibilidade ao som dos autistas, é válido explorar alternativas inclusivas para celebrações festivas. Abordagens que buscam minimizar o impacto dos fogos de artifício, como shows de luzes silenciosos ou eventos que ofereçam opções de áreas reservadas para aqueles que preferem evitar os fogos, podem contribuir significativamente para tornar as festividades mais acessíveis a todos.


Conclusão: Celebrando com Empatia e Inclusão

Ao reconhecer a sensibilidade ao som presente no TEA, podemos trabalhar coletivamente para criar ambientes festivos que sejam mais inclusivos e acolhedores para indivíduos autistas. O apelo pela não utilização de fogos de artifício representa um convite à reflexão sobre a importância da empatia e da consciência social em nossa sociedade, assegurando que todos tenham a oportunidade de celebrar de maneira positiva e acessível.



Dra. Valéria Gandolfi Geraldo

Pediatria - Neurologia Pediátrica

CRM-SP: 105.691 / RQE: 26.501-1

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