• Clinica NeuroGandolfi

Brincar é coisa séria!



Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia. O fato de a criança, desde muito cedo, poder se comunicar por meio de gestos, sons e mais tarde representar determinado papel na brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação. Nas brincadeiras as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como a atenção, a imitação, a memória, a imaginação.

Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da interação e da utilização e experimentação de regras e papéis.

Brincar é uma atividade que nenhum pai, mãe ou escola deve abrir mão. Deixem a criança brincar bastante!

O tempo livre é aquele momento gostoso onde podemos curtir nossos filhos com mais tempo e disposição! E que eles amam, pois tem muito tempo para brincar!!!

Então, vamos falar sobre a importância de brincar. Você sabia que é possível aprender brincando?


O período da infância é onde as crianças exploram as brincadeiras e as atividades lúdicas para entrar em contato com o meio em que vivem e, a sua forma, expressar seus sentimentos. Mas, será que existe uma real importância neste ato?


Apesar de parecer algo corriqueiro, o brincar pode auxiliar na comunicação e expressão do indivíduo, além de ajudar no desenvolvimento psicomotor, físico, mental, emocional e social.


O brincar educa e desenvolve. Quando brincamos, adquirimos conhecimento sem estresse ou medo, desenvolvemos a sociabilidade, cultivamos a sensibilidade, além de nos desenvolver intelectual, social e emocionalmente.

Brincar é tão importante quanto estudar!!!!!

As crianças se comunicam através da brincadeira. As atividades lúdicas em si, geram aprendizado para a criança, proporcionando comportamentos que a mesma não está habituada, portanto, propiciar estas atividades é fundamental.


Portanto, não esqueça, brincar é fundamental, e faz parte do desenvolvimento infantil. Então, estimule seu filho a brincar de todos os tipos de brincadeiras, ora sozinho, ora acompanhado.

As brincadeiras fazem muito mais do que divertir as crianças; elas ensinam um monte de coisas.


Há momentos em que a interferência de um adulto é importante – como na hora de ensiná-la a esperar sua vez em um jogo. Já em outros, como definir tipos de brinquedos ou brincadeiras, que podem ensinar as crianças a não ter preconceitos sociais e a estimular o seu neurodesenvolvimento.


A importância da brincadeira não está no brinquedo em si, no objeto ou nas regras, mas no conjunto de estratégias, habilidades e informação que as crianças experimentam ao brincar. Elas revelam o mundo e as preparam para o futuro.


Na hora da brincadeira, outro cuidado importante é o de o adulto deixar a criança desenvolvê-la como quiser, desde que não se coloque em perigo. Enquanto a criança está contando uma história, por exemplo, mesmo que não faça sentido ou que ela mude um conto clássico, o adulto não deve corrigi-la, especialmente na frente dos amiguinhos e de outras pessoas. Isso pode constrangê-la e reprimi-la, interferir em sua criatividade, autonomia, raciocínio e imagem de si própria.


Contudo, há momentos em que os adultos devem interferir. Quando uma criança não quer esperar sua vez em um jogo, por exemplo, o adulto deve explicar que há regras a ser seguidas, do contrário o jogo não acontece. Outra situação que merece atenção é quando as crianças voam na imaginação e pensam que são super homens ou super mulheres. É preciso explicar que isso faz parte da imaginação para que eles não se coloquem em situações perigosas, como às vezes vemos nos noticiários.

Por meio do contato que estabelecem com outras crianças, com o adulto, com objetos e com o meio, é brincando que as crianças vivenciam as mais diversas “situações problema” e se preparam para a vida. Por isso, cuidado para não limitar as possibilidades de experiências e a criatividade de seu filho. Dê autonomia, mas com supervisão.

Quando há crianças em casa, a bagunça significa vida!

Quando decidimos estar presentes para nossos filhos, virá o momento em que descobrimos que eles adoram estar presentes para nós.

Você tem estado presente de verdade com seus filhos? Digo tempo de qualidade, de brincar junto, de olhar no olho, de ficar em silêncio, de sorrir e gargalhar, de pegar na mão, de fazer cócegas, de sentir o amor explodir no peito ao ouvir "eu te amo mamãe".

Muitas mães e pais dizem que não tem tempo, outros dizem que não gostam de brincar, outros que não tem paciência, mas enfim, só tenho a dizer que a infância passa muuuuuito rápido. Vamos aproveitar para priorizar nossos pequenos.

A vida passa num click. E por falar nisso recomendo esse filme: Click. Chama toda a família para ver também. Mesmo que já tenha assistido, assista novamente com o olhar mais apurado.

Brincar é tudo!

Não tem jeito melhor de ensinar uma criança pequena do que brincando com ela!

Você integra o time de pais que se matam de trabalhar e acabam comprometendo o tempo ao lado dos filhos?


Se o motivo é assegurar um futuro melhor para eles, saiba que tem um jeito bem mais divertido de se alcançar esse objetivo: brincar. Brinque com seu filho.

Acredite, brincar é tudo. Especialmente na primeiríssima infância, de 0 a 3 anos de idade, quando absolutamente tudo é novo e o cérebro está em sua fase mais acelerada de desenvolvimento.


Sempre digo: Brincar é superimportante. Aliás, é essencial ao neurodesenvolvimento infantil. E essa afirmação tem uma base sólida. Nascemos com bilhões de neurônios, mas, para que eles se conectem entre si e nos “ajudem” a ganhar e aprimorar diferentes competências ao longo da vida, especialmente na primeiríssima infância, é preciso estimulá-los e uma boa nutrição.


Nada melhor do que brincar para estimular todo o sistema nervoso central e comer comida de verdade. Cada brincadeira é um novo estímulo, por isso vale brincar com seu filho e viabilizar para que ele brinque com outras crianças e até sozinho, sob sua supervisão, é claro. O importante é brincar e ter uma alimentação saudável.


Brincando a criança faz conexões, as chamadas sinapses, e quanto maior o número de conexões maior será sua arquitetura cerebral. Nessa fase da vida, brincar é um jeito alegre de favorecer o desenvolvimento da capacidade cognitiva da criança. Entretanto, para serem construídas, essas conexões necessitam de uma boa nutrição.


Ao brincar a criança desenvolve a imaginação, a criatividade e a concentração; ela aprende as cores, as formas, os odores e uma infinidade de coisas; descobre o corpo e desenvolve os músculos e ainda aprende como funciona o mundo e como deve interagir com ele. Na base da brincadeira e da repetição, a criança aprende o nome das coisas, dos sentimentos e seus significados e também expressa suas fantasias, angústias e medos.


Enfim, brincar é um jeito espontâneo, prazeroso e sem comprometimento de aprender. Perfeito! Aliás, mais do que perfeito, pois brincar também funciona para fortalecer o vínculo afetivo, um ganho sem preço, para você e seu filho.


DICA: Aproveite com qualidade o tempo livre com os filhos! Brincar com os filhos não tem preço.

Vamos brincar?

Giz, anel, papel e caneta, por exemplo, são alguns objetos simples, mas capazes de dar vida a brincadeiras que divertem crianças há gerações. O ato de brincar é o que importa para o bom crescimento físico e desenvolvimento emocional de uma criança. Não é preciso investir em brinquedos sofisticados e caros, mas, sim, em brincadeiras.

Enquanto brincam, as crianças experimentam diferentes funções sociais e, por meio delas, acabam aprendendo vários tipos de reações da sociedade e as consequências agradáveis ou desagradáveis que cada uma acarreta. Jogos e brincadeiras ajudam as crianças a entender como funcionam as coisas, a desenvolver o raciocínio lógico, a explorar características de sua personalidade, a lidar com fantasias, medos e desejos, exercitar a criatividade e ainda se desenvolver fisicamente.

Selecionei algumas brincadeiras tradicionais para entreter as crianças nas férias e explico os benefícios de cada uma:

(1) Passa anel – A atividade desenvolve o trabalho em equipe e o respeito ao próximo, pois a brincadeira só faz sentido com a participação de todos.

✔️Como jogar: Todas as crianças ficam com a palma das mãos unidas, sendo que uma é eleita para guardar o anel entre as mãos e começar o jogo. A brincadeira consiste em transferir o anel para outra criança disfarçadamente, ou seja, a criança com o anel deve passar suas mãos entre as mãos de todos e escolher um para deixar o anel sem que o grupo veja quem é. Feito isso, a qualquer momento, a criança que estava com o anel abre as mãos, mostra que estão vazias e pergunta a um dos participantes: “Com quem está o anel?” Se ele acertar, será o próximo a passar. Se errar, quem recebeu o anel é quem passa.

(2) Stop – O jogo é um clássico. Ele estimula a interação e a comunicação e ajuda a criança a desenvolver habilidades como raciocínio, memória, agilidade, espírito de competição e liderança.

✔️Como brincar: Cada participante deve ter uma caneta e uma folha de papel e desenhar várias colunas. Cada uma deve referir-se a uma categoria – por exemplo, animal, nome, cor, fruta etc. – e ser previamente definida pelo grupo. Juntas, as crianças dizem “stop” e, ao mesmo tempo, colocam uma ou duas mãos assinalando com os dedos determinado número. A soma de todos os dedos apontados – 13, por exemplo – definirá a letra do alfabeto correspondente – no caso, 13 equivale à letra M. Assim que a letra da rodada for definida, o mais rápido possível, todos escrevem em sua tabela palavras que comecem com a letra escolhida e se encaixem nas categorias. Quem completar todas as colunas primeiro diz “stop” e todos param de escrever. Feito isso, é só somar os pontos de cada participante. As palavras repetidas valem 5 e as diferentes, 10 pontos. Vence quem tiver o maior número de pontos ao final de determinado número de rodadas, combinadas no início do jogo.

(3) Amarelinha – A brincadeira é tradicional e consiste em pular e agachar, o que trabalha a questão da lateralidade e do equilíbrio. A disputa também envolve um pouco de matemática e lógica para a compreensão das regras.

✔️Como brincar: Desenhe no chão, com um giz, um “caminho”. Comece com um quadrado, na sequência, dois, novamente um, e assim por diante, até completar 10 quadrados, numerados de 1 a 10. A brincadeira consiste em percorrer o caminho pulando – ora com um pé, ora com dois –, sendo que, no início de cada rodada, o participante joga uma pedrinha, em um quadrado, a começar pelo número 1.

A criança deve percorrer todo o caminho (ida e volta) pulando sem pisar nas linhas nem no quadrado com a pedrinha, que deve ser sempre recolhida na volta de cada rodada, para ser atirada no quadrado seguinte. Quando a criança não acerta a pedrinha no quadrado da vez, pisa na linha ou se desequilibra, ela perde a vez para o próximo e volta para o início. Ganha o participante que completar primeiro as dez rodadas.

Quando nos tornamos adultos passamos a ter uma memória seletiva da nossa infância. E muitas vezes ficamos na dúvida se um determinado comportamento infantil é esperado ou não. Isso é natural, especialmente para quem não tem contato próximo com outras crianças, ou não tinha antes de ter filhos. Por isso, queria lembrar a todos que já tenham esquecido que:

  • Ter um amigo imaginário na infância é normal.

  • Conversar com os brinquedos e fingir que eles respondem também.

  • Pegar um objeto que não é um brinquedo e inventar uma brincadeira com ele é mais normal ainda.

  • E, embora existam algumas crianças santas que brincam calma e tranquilamente, a maioria delas se movimenta bastante enquanto brinca.

Tudo isso é sinal de bom desenvolvimento psíquico!

E se eles brincam dessa maneira sozinhos por alguns minutos, melhor ainda! Brincar com os amigos, pais e irmãos é maravilhoso! Mas saber se entreter sozinho (sem usar as telas, por favor) por um certo período é melhor ainda. É uma habilidade importante a ser adquirida na infância. E como estimular isso? Deixando o entendiado em alguns momentos. Dando opções do que ele possa fazer (sem precisar interferir muito). E claro, aceitando que brincar da maneira dele é algo natural!

E seu filho, já brincou hoje?

Amigo imaginário!

Os pais inicialmente podem ficar assustados ao perceber que seu filho tem um amigo imaginário, mas será que isto representa algum problema?

De forma alguma..ter amigos imaginários na infância é muito comum e natural, apesar de parecer estranho a primeira vista.

Mas porque será que isso acontece? Por vários fatores. As crianças estão descobrindo o mundo, e usam frequentemente sua criatividade e imaginação, no entanto, as mais novas, podem criar o amigo imaginário justamente para lidar com suas dificuldades, descobrir seus limites, e até mesmo para ter companhia.

E eu posso entrar na brincadeira também, ou isso pode ser prejudicial? Claro que pode, os pais não devem ignorar a existência desse amigo imaginário ou reprimir a criança por isso, no entanto, de forma natural e não exagerada a ponto de super valorizar esse amigo, fazendo assim, com que essa "amizade" possa se prolongar demais.

Qual é a hora de dizer adeus ao amigo imaginário? Não há um momento ideal, quem toma essa decisão é a criança, e costuma ser por volta dos seus 6, 7, ou 8 anos (porém, isso não é regra tá). Para amenizar o "sofrimento" da partida, os pais podem incentivar os filhos a registrar essa amizade em uma historinha por exemplo, ou fazendo uma cartinha para este amigo levar como lembrança para sempre!

Essa fase tende a passar de forma natural, e raramente dura em crianças maiores, no entanto, se isso acontecer, vale a pena procurar um psicólogo para auxiliar esta criança!

E por fim, lembre-se, nós mesmos acabamos criando "amigos imaginários" desde cedo para os pequenos quando falamos em Papai Noel, Fada do dente, Super Heróis, entre outros, então não se assuste, é uma fase passageira, assim como de todos esses personagens aqui citados. A única diferença é que os amigos imaginários foram criados pela própria criança!

Despertar os "pais brincantes" é também papel de quem trabalha com a infância!
O quão difícil é brincar para quem é pai e mãe nos dias atuais?

Ser mãe e ter formação de pediatra me fez despertar para essa possível dificuldade que é realidade de muitas famílias, independentes do nível socioeconômico: a dificuldade de parar para brincar e de se permitir viver com a criança a brincadeira.

Televisão, tablet, terceirizar o cuidado para babás nos fazem perder, como pais, a oportunidade, que às vezes já é pouca, de sentar e brincar. O brincar natural perde a chance de acontecer porque não conseguimos estar com nossos filhos.

O brincar que surge ali no “meio do nada” do seu armário, quando a criança puxa sua roupa e põe na cabeça; no meio das peças de um jogo, de uma caixa de sapatos, de um livro, de uma música ou de uma corrida que termina em um abraço.

O brincar que começa assim “do nada” é a oportunidade de desenvolver milhões de habilidades, de compreender o mundo e de significar relações. O brincar que é a melhor oportunidade de explicar o que não é ainda possível de entender na linguagem adulta.

De repassar valores e crenças. De entender quais as dificuldades da criança e ajudá-la. Tudo isso se perde quando não se brinca.

Mas... nós pais sabemos brincar? Nos permitimos participar do faz de conta e simplesmente deixar fluir???? Eu diria que o problema de muitos de nós não é “apenas” a falta de tempo, mas a falta de viver a infância que está soterrada em nós.

E, que infelizmente, os vícios da tecnologia, a facilidade dos serviços de terceirização de cuidados e a possibilidade de proporcionar (para alguns) brinquedos caros só torna ainda mais difícil esse momento onde o seu filho encontra a criança que existe em você.

Portanto, é preciso resgatar, despertar os “pais brincantes” que existem em cada pai e mãe que existe por aí. Brincar com os nossos filhos não tem preço. Bora brincar, então!

A importância do brincar, de forma realista e prática.

Você sabe porque brincar é uma atividade tão importante?

Apesar de parecer corriqueiro, brincar auxilia na comunicação e expressão do indivíduo, além de contribuir com o desenvolvimento psicomotor, físico, mental, emocional e social. Brincar educa e desenvolve.

Quando uma criança nasce, a família se envolve para nutri-la, na forma alimentar mesmo. Dialogam sobre amamentação, mamadeiras, frutas, papinhas, sopas. Menos açúcar, menos sal, mais orgânicos, mais natural. No entanto, o brincar também deveria receber este olhar atento, afinal se a comida alimenta o corpo, o que alimentará o psicológico, o emocional, a alma deste pequeno ser?

Além do carinho, afeto, do contato olho no olho, do pele a pele, que são tão importantes, a brincadeira é a tarefa da criança, ou seja, é através dela que surge a possibilidade de experimentar, explorar e expressar o mundo que a cerca.

Brincar com os filhos: Poucos adultos admitem, é fato, mas muitos não gostam de brincar com seus filhos. Você conhece alguém que já vivenciou isso? Eu conheço vários. Mas vamos pensar juntos, porque será que isso acontece? Porque que muitos afirmam não gostar de brincar com os filhos? A rotina, os afazeres domésticos, o cansaço diário, nossos próprios compromissos… são tantos fatores que nos desmotivam para este momento de brincar! Além do fato de ter vivenciado uma infância com mais ou menos brincadeiras.

Não há nada de errado em sentir-se assim, porém antes de decidir não brincar com a sua criança é necessário compreender certos pontos. Brincar, segundo o dicionário, é divertir-se, entreter-se, jogar, simular situações, realizar imitações. Ou seja, há diversas formas de brincar, independente da posse de um brinquedo de marca renomada ou não.

Todo adulto já foi uma criança! A primeira atitude que sugiro com relação ao assunto é fechar os olhos e tentar relembrar sua vida enquanto criança. Quais eram suas preferências, suas maiores alegrias na sua forma de brincar, que tipo de brinquedos você tinha, com quem você brincava? Está difícil? Reveja suas fotos de infância, converse com algum adulto da sua idade ou alguém que conviveu naquela época, assim, algo deve vir à mente. Faça uma lista dessas boas lembranças do seu eu infantil, já é um bom começo!

Mas você pode estar pensando: “Doutora, eu não tive uma infância como os meus filhos tem hoje, tive poucos ou nenhum momento de brincadeira”. Neste caso, sugiro observar as famílias e as crianças ao seu redor, que pertencem aos seus ciclos de relacionamento, ciclos de amizade e familiar, você pode aprender muito com eles. E quem sabe não consegue ter alguma ideia de brincadeira com seu filho?

Preste atenção: Brincar não se trata de sentar no chão próximo ao filho com o seu celular na mão. Também não se trata de abandonar seus hobbies, tornando-se um pai ou mãe presente mas infeliz consigo mesmo, trata-se de equilíbrio, de qualidade, não de quantidade de tempo. O que a criança mais precisa, ao brincar com um adulto, é sua atenção, e que estejamos abertos ao universo delas, à forma como reinventam o mundo.

Quem sabe um dia na semana, por uma hora, seja um começo. Esqueça o restante, apenas esteja de corpo e alma próximo ao seu filho e deixe a brincadeira fluir. A criança terá sugestões, acredite. Caso queira ir além, pesquise sobre novas possibilidades. Faça pequenos planejamentos de brincar, construa brinquedos caseiros, mergulhe nesse universo.

Brincadeiras ao ar livre são ainda muito bem vindas, um simples pular na poça de lama pode ser uma alegria gigantesca e trazer grandes risadas. Esqueça um pouco os brinquedos comprados, as vezes uma caixa de papelão ou potes, fazem muito mais sucesso que os outros brinquedos, além do mais, estimulam bastante a criatividade da criança! Pode se tornar uma grande diversão!

Imprescindível citar, que enquanto pediatra, vejo que a infância pede socorro. A tecnologia está presente no dia a dia dos adultos e da mesma forma, exageradamente, na infância atual. Tablets, celulares, aplicativos, Youtube, Netflix. Tanto tempo olhando para uma tela e tão pouco olhando para si, para fora da janela, para o outro.

Cada vez mais, as crianças estão rodeadas por paredes que nos dão segurança, enquanto pais porém lhes tiram a liberdade. Brincar na rua, na lama, subir nas árvores, correr descalço, se sujar… a seus filhos você permite que o façam? Se a resposta é sim, que bom, e se é não, deixe que façam.

Vemos opções e mais opções de cursos para crianças, desde bebês. É claro que há benefícios, porém, o que queremos ao criar um cronograma de atividades extracurriculares diárias (além da própria escola já obrigatória) para uma criança de 4 anos? De que vale esta corrida desenfreada?

Por um lado, vemos cobranças e compromissos demais na infância, e por outro, liberdade e falta de limites ao extremo. Precisamos retomar o equilíbrio dessa fase, que como todas as outras, passa uma vez só. A infância é o período que traz muitas coisas positivas, e também pode trazer consigo “traumas”, se é que podemos chamar assim. Além disso, é nela que se formam grandes percepções e crenças das crianças, por isso, precisamos dar o que há de melhor de nós mesmos, aos nossos filhos. E aqui não me refiro a bens materiais, ou brinquedos, mas aquilo que realmente importa: nosso tempo, amor, carinho, dedicação, respeito, e o mais valioso de tudo, nossa presença de corpo e mente, com tempo de qualidade, ao lado deles que logo estarão tão grandes.

Certa vez estive em uma palestra do autor Paulo Fochi, que disse “não existe EJA (Educação de Jovens e Adultos) de berçário”. Aquilo me impactou. Não existe supletivo de Educação Infantil, não há como recuperar uma infância perdida. É nossa função enquanto adultos de garantir que esta fase da vida de nossos filhos seja bem vivida.

Resumindo: Se você não sabe como brincar com seus filhos, revisite suas memórias infantis, resgatando a criança que você foi ou simplesmente observe com atenção a grupos de crianças e perceba a alegria de vivenciar brincadeiras.

Se ainda assim não souber como fazer, relaxe, e deixe que seu filho conduza a brincadeira. Ele vai saber te mostrar o que quer, e o que espera de você naquele momento. Mergulhe de cabeça!

Encontre maneiras de equilibrar a rotina de adulto e a necessidade de brincar de seu filho. Marque na agenda um momento só para vocês, se for necessário. Desligue os eletrônicos e aproveite!

Caso empolgue-se, pesquise, inove, crie novas possibilidades de brincar! Este é um fantástico universo a ser explorado. Deixe fluir e DIVIRTAM-SE.

E você, gosta de brincar com seu filho? Qual sua brincadeira preferida? Conta para nós.

ATENÇÃO: Esta postagem não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente ele pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Dra. Valéria Gandolfi Geraldo

Pediatria - Neurologia Pediátrica - Desenvolvimento e Comportamento Infantil

CRM-SP: 105.691 / RQE: 26.501-1

Rua Dr. Pedro Costa, 483 - 3o. andar, sala 32, Centro, Taubaté - SP

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