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Cinco Informações Importantes para Mulheres com Epilepsia


Cinco Informações Importantes para Mulheres com Epilepsia

A gestão da saúde para mulheres com epilepsia envolve considerações específicas que impactam não apenas o bem-estar da mulher, mas também o potencial desenvolvimento fetal durante a gravidez. Neste contexto, destacam-se cinco informações cruciais que visam capacitar e informar mulheres com epilepsia, promovendo uma gestação saudável e consciente. Consultar regularmente um profissional de saúde é fundamental para decisões alinhadas com o bem-estar materno e infantil.


Orientação 1: Risco do Ácido Valpróico

O ácido valproico é um medicamento amplamente utilizado no tratamento de epilepsia, mas seu uso prolongado após os 9 anos de idade e durante o período fértil da mulher está associado a um aumento significativo da chance de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) em crianças. Essa associação levanta preocupações e destaca a importância de abordagens cautelosas ao prescrever esse medicamento para mulheres em idade fértil.


Mulheres que planejam engravidar ou que estão em idade fértil devem discutir alternativas ao ácido valproico com seus médicos. A decisão de prescrever este medicamento deve levar em consideração não apenas o controle das crises epilépticas, mas também os potenciais riscos para o feto. A orientação médica é crucial ao considerar a gestação, e o acompanhamento durante a gravidez deve ser cuidadoso, monitorando de perto o desenvolvimento fetal.


Orientação 2: Continuidade das Drogas Anticrise

Uma das orientações essenciais para mulheres com epilepsia, especialmente durante a gravidez, é não interromper as drogas anticrise sem orientação médica. Manter a estabilidade no controle das crises é fundamental para a saúde da mãe e do bebê. A decisão de interromper ou ajustar medicamentos anticrise deve ser cuidadosamente avaliada, considerando não apenas o risco para a mãe, mas também o impacto potencial nas condições do feto.


A interrupção abrupta de medicamentos pode resultar em crises epilépticas não controladas, representando riscos tanto para a mãe quanto para o feto. Profissionais de saúde especializados devem ser consultados para avaliação individualizada do tratamento durante a gravidez, ajustando as doses conforme necessário para otimizar a segurança e o bem-estar da gestante e do feto.


Orientação 3: Cuidado com o Fenobarbital

Mulheres com epilepsia devem estar cientes de que o fenobarbital, um medicamento frequentemente utilizado no tratamento da condição, é teratogênico, o que significa que pode causar malformações congênitas no feto. Consequentemente, consultas regulares com profissionais de saúde são fundamentais para discutir opções mais seguras, levando em consideração os riscos e benefícios de diferentes medicamentos.


A conscientização sobre os potenciais riscos associados ao fenobarbital é crucial para mulheres em idade fértil que estão considerando a gravidez. Alternativas terapêuticas podem ser exploradas em consulta com um neurologista especializado em epilepsia, visando equilibrar a eficácia no controle das crises com a segurança do feto durante o desenvolvimento.


Orientação 4: Interferência nas Contraceptivos Orais

Alguns medicamentos anticrise utilizados no tratamento da epilepsia podem interferir na eficácia dos anticoncepcionais orais. Mulheres com epilepsia que utilizam contraceptivos orais devem estar cientes desse fato e considerar métodos contraceptivos alternativos sob orientação médica. É crucial discutir com o médico a escolha do método contraceptivo mais adequado, levando em consideração as interações medicamentosas e as necessidades individuais da mulher.


A eficácia dos anticoncepcionais orais pode ser comprometida devido ao aumento do metabolismo hepático causado por alguns medicamentos anticrise. Portanto, a escolha de métodos contraceptivos deve ser cuidadosamente avaliada em conjunto com o profissional de saúde, garantindo uma abordagem segura e eficaz para evitar gestações não planejadas.


Orientação 5: Planejamento Consciente da Gravidez

O planejamento consciente da gravidez é uma consideração crucial para mulheres com epilepsia. Programar a gravidez de forma que a mulher não esteja usando drogas anticrise teratogênicas pelo menos 6 meses antes da concepção é uma precaução importante para minimizar potenciais riscos ao desenvolvimento fetal.


Esse período antes da concepção permite que a mulher e seu médico ajustem o tratamento da epilepsia, considerando opções mais seguras e eficazes para gestantes. Durante essa fase, é possível otimizar o controle das crises, ajustar as doses dos medicamentos e avaliar a necessidade de mudanças terapêuticas antes que a gravidez ocorra. O acompanhamento médico regular é essencial para garantir que a mulher esteja nas melhores condições possíveis para uma gestação saudável.


Em resumo, essas cinco orientações são informações vitais para mulheres com epilepsia que consideram a gravidez. A conscientização sobre os riscos associados a certos medicamentos e a importância de uma abordagem cuidadosa e personalizada são fundamentais para garantir a saúde tanto da mãe quanto do feto. A consulta regular a profissionais de saúde especializados em epilepsia é essencial para tomar decisões informadas e seguras, promovendo uma gestação saudável e consciente para mulheres com epilepsia.


Dra. Valéria Gandolfi Geraldo

Pediatria - Neurologia Pediátrica

CRM-SP 105.691 - RQE: 26.501-1

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