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Como desenvolver a habilidade de dividir em crianças com Transtorno do espectro autista?



A infância é como uma escola da vida. Embora as crianças não tenham a capacidade de discernir muitos aspectos do mundo exterior, é inegável que a partir dos primeiros contatos com seus pais, irmãos e outras pessoas de seu convívio; algumas habilidades podem ser aprimoradas. O ato de dividir pode ser um deles.


Todos os pequenos costumam ter aquela sensação de posse, seja de um brinquedo, de um objeto ou até mesmo da atenção de um adulto. Esse comportamento é absolutamente normal, sendo que por volta dos 6 anos, eles já começam a estabelecer uma determinada empatia.


Em crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), ocorre a mesma coisa. Entretanto, é preciso considerar as condições em que elas se encontram e adotar estratégias para apresentá-las a tais práticas.


Ambiente propício para o compartilhamento: Nada melhor que a criação de um meio social que proporcione a troca de objetos entre as pessoas. Durante a infância, a escola é o local mais aconselhável. No entanto, em uma casa onde haja mais crianças, o estímulo à divisão é bem-vindo também.

O detalhe que não deve passar despercebido é o fato de nunca forçar a criança com TEA a emprestar ou dividir algo. Ela precisa ser induzida, por meio de atitudes, a ter esse comportamento.


A importância da interação social: Para que haja uma disposição por parte do pequeno é interessante que o fator interação social seja impulsionado. Afinal de contas, estabelecendo esse conjunto de ações, a criança se sentirá mais segura para compartilhar seus brinquedos com outros coleguinhas, por exemplo.


Comunicação: uma habilidade imprescindível! Um dos elementos cruciais no bojo da interação social, a comunicação é responsável por estabelecer o elo entre os seres humanos. Isso significa que estimular e intervir precocemente em casos de atrasos de linguagem é prioritário.

Além disso, é preciso que tal acompanhamento deva ser empreendido por volta dos 3 anos. A criança deve ser sempre colocada em atividades sociais, saindo de casa e indo para ambientes onde tem outras crianças. A partir dessas atividades, o pequeno pode praticar sua comunicação.


Auxílio interdisciplinar: Os pais devem buscar apoio psicoterápico comportamental e médico para intervenções dirigidas a fim de realocar comportamentos difíceis e direcionar para comportamentos socialmente adequados.

Os profissionais identificam os pontos a serem trabalhados em cima das necessidades trazidas pelas crianças. Essa ajuda é primordial para influenciar os comportamentos futuros do pequeno com o seu mundo exterior.


Os pais são os maiores incentivadores! Os pais exercem um poder muito importante na vida das crianças. As atitudes que os adultos praticam são muito importantes para ensinar aos filhos valores e princípios que podem ser levados por toda a vida. No caso dos pequenos com TEA, isso também pode acontecer. Por isso é sempre válido usar formas de estímulos que contribuam com o desenvolvimento social de todos eles.


ATENÇÃO: Esta postagem não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente ele pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos

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Dra. Valéria Gandolfi Geraldo

Pediatria - Neurologia Pediátrica - Desenvolvimento e Comportamento Infantil

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