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Entendendo as Epilepsias na Infância



Entendendo as Epilepsias na Infância: Considerações Gerais sobre o Diagnóstico e as Crises Epilépticas


As epilepsias na infância demandam uma compreensão cuidadosa e uma abordagem precisa para garantir o melhor cuidado possível para as crianças. Vamos explorar algumas considerações gerais cruciais sobre o diagnóstico e as crises epilépticas nessa fase delicada do desenvolvimento.


1. Definindo Epilepsia Infantil:

  • A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por episódios recorrentes e imprevisíveis de atividade cerebral anormal, resultando em crises epilépticas. Na infância, o diagnóstico requer avaliação especializada, levando em conta fatores como a idade da criança, padrões de crises e possíveis causas subjacentes.


2. Variedade de Sintomas:

  • As crises epilépticas podem se manifestar de várias maneiras em crianças. Além das crises epilépticas clássicas (crise epiléptica tônico clônica generalizada ou convulsão), os sintomas podem incluir alterações no comportamento, movimentos involuntários, sensações estranhas e interrupções momentâneas da consciência. Reconhecer essa variedade é crucial para um diagnóstico preciso.


3. Diagnóstico Diferencial:

  • O diagnóstico das epilepsias na infância requer a exclusão de outras condições que podem imitar crises epilépticas. Questões como distúrbios do sono, transtornos do movimento e eventos psicogênicos devem ser consideradas durante a avaliação.


4. Avaliação Multidisciplinar:

  • Uma abordagem multidisciplinar é essencial. Neurologistas pediátricos com expertise em Epilepsia e Crise Epilépticas, Neurofisiologistas Pediátricos e outros profissionais de saúde colaboram para realizar avaliações clínicas, EEGs (eletroencefalogramas) e, em alguns casos, ressonância nuclear magnética de encéfalo com 1,5 telas ou mais, com e sem gadolíneo, com espectroscopia e com protocolo otimizado HARNESS-MR1 (epilepsia) e Testes Genéticos, para chegar a um diagnóstico abrangente.


5. Identificação de Causas Subjacentes:

  • Identificar possíveis causas subjacentes das crises é crucial. Fatores como lesões cerebrais, anomalias congênitas, infecções e distúrbios metabólicos podem desempenhar um papel nas epilepsias infantis, influenciando o plano de tratamento.


6. Tratamento Personalizado:

  • O tratamento das epilepsias na infância é altamente personalizado. Drogas Anticrises podem ser prescritas, e a terapia pode envolver ajustes ao longo do tempo. Imunoterapia, Estimulador do Nervo Vago (VNS), Dieta Cetogência e Cirugia para Epilepsia também podem ser indicados no tratamento. O suporte emocional para a criança e a família também é uma parte vital do cuidado.


A compreensão profunda das características individuais de cada criança, aliada a uma avaliação detalhada e colaboração entre profissionais de saúde, é essencial para proporcionar o melhor atendimento possível às crianças com epilepsias. No Clinica NeuroGandolfi, estamos comprometidos em oferecer cuidados especializados para garantir o bem-estar e o desenvolvimento saudável de cada criança que atendemos.


Dra. Valéria Gandolfi Geraldo

Pediatria - Neurologia Pediátrica

CRM-SP: 105.691 / RQE: 26.501-1

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