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Gripe

Atualizado: Abr 17


A gripe é uma doença causada pelo vírus Influenza. É mais frequente em períodos frios e muitas vezes confundida com resfriados, mas são doenças diferentes.


A gripe é uma doença aguda que acomete as vias respiratórias. Ela ocorre quando organismo é infectado pelo vírus influenza. Resfriado e gripe são enfermidades distintas: os resfriados são causados por rinovírus, adenovírus ou coronavírus e têm apresentação diferente.


A gripe pode ocorrer em surtos ao longo do ano, mas é mais frequente no inverno ou em períodos mais frios. No Brasil, a temporada de gripe ocorre geralmente entre abril e outubro, principalmente nas regiões em que as condições climáticas são mais definidas.


Alguns tipos do vírus influenza podem provocar a doença, como o H1N1 (epidemia de gripe suína em 2009) ou o da gripe aviária (H5N1), por exemplo. Em condições habituais, porém, a maioria das infecções é causada pelos vírus da influenza A e B. Como a incidência maior de casos se dá no período mais frio do ano, o quadro recebe o nome de gripe sazonal.


COMO SE PEGA?

A transmissão do vírus da gripe acontece por via respiratória, geralmente pela inalação partículas de secreção infectada em suspensão no ar. Por esse motivo, é importante tomarmos certos cuidados ao tossir ou espirrar, quando estamos doentes. O contágio por contato físico direto ainda não foi totalmente esclarecido, mas é possível que o contato com uma superfície que acaba de receber o vírus eventualmente facilite sua transmissão.


Os vírus são organismos que precisam entrar nas células para sobreviver e o influenza tem predileção pelas células do sistema respiratório. Quando ele vence as defesas celulares e começa a replicar-se, a pessoa demora entre 3 e 4 dias para manifestar os sintomas da gripe provocados pela multiplicação dos vírus e pela resposta inflamatória que induzem.


QUADRO CLÍNICO

A gripe normalmente tem início abrupto e provoca febre alta (mais de 38 °C), dores de cabeça e no corpo, mal estar e fraqueza. Outros sintomas possíveis são tosse, inicialmente seca, dor de garganta e coriza.


A gripe não complicada costuma melhorar em até 5 dias contados a partir do início dos sintomas, mas, em alguns casos, o quadro pode estender-se por mais de uma semana. A recuperação é rápida. No entanto, algumas pessoas demoram semanas para se recuperar da “fraqueza” que sentem.


Em pessoas vulneráveis, a gripe pode ser mais perigosa e é chamada de gripe complicada. Isso acontece quando ocorre:

  • Pneumonia causada diretamente pelo vírus influenza (pneumonia viral);

  • Pneumonia bacteriana (quando bactérias se aproveitam da fragilidade do organismo e infectam os pulmões);

  • Acometimento dos músculos (miosite) ou do sistema nervoso (encefalite ou polirradiculoneurite, por exemplo).


Estão sob maior risco de apresentarem essas complicações as crianças com menos de 2 anos, os adultos com mais de 65 anos, pessoas que vivem em asilos ou instituições de saúde, doentes crônicos (autoimunes, cardiopatas, diabéticos e pneumopatas, por exemplo) e os obesos.


DIAGNÓSTICO

Nos períodos de epidemia de gripe, em geral o diagnóstico é clínico, ou seja, realizado sem auxílio de exames laboratoriais. Normalmente, pessoas com febre e sintomas respiratórios que se manifestaram há menos de 48 horas recebem o diagnóstico de gripe. Entretanto, em algumas situações, pode ser necessário confirmar o diagnóstico com exames, porque isso pode exigir uma mudança na conduta do tratamento.


Encontram-se nessa situação os pacientes que têm de ser hospitalizados por causa da gripe, aqueles em que a doença evolui rapidamente ou de forma mais grave, as pessoas com mais de 65 anos e as gestantes.


TRATAMENTO

Como a gripe é uma doença autolimitada, na maioria dos casos basta o tratamento de suporte, com analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação.


Em alguns casos, podem ser introduzidos medicamentos antivirais que, como sugere o nome, atuam especificamente sobre os vírus. Esses remédios só funcionam se forem administrados nas primeiras 48 horas a contar do início dos sintomas e cabe ao médico decidir quem pode beneficiar-se com sua indicação.

Antibióticos não funcionam para tratar a gripe e são prescritos somente  nos casos de eventuais infecções bacterianas, que podem advir como complicação do quadro.


PREVENÇÃO

A melhor maneira de proteger seu filho da gripe é mantê-lo longe do vírus que a causa. Quando possível, especialmente, quando ele é um bebê, evite contato próximo com crianças ou adultos que estejam no início do ciclo de infecções respiratórias (quando a doença é mais contagiosa). Se ele estiver em uma creche, onde outras crianças possam ter o vírus, certifique-se de que os responsáveis por ele mantenham as mãos bem lavadas – e também as mãos das crianças infectadas.


Nas crianças saudáveis, algumas medidas podem reduzir a exposição aos agentes virais que causam doenças virais. A principal delas é lavar bem as mãos antes de mexer na criança, ainda que seja apenas para carregá-la. Além disso, recomenda-se evitar o contato direto com pessoas resfriadas ou gripadas. Vale lembrar que a amamentação sempre contribui para fortalecer a resistência a infecções de toda sorte.


A prevenção da gripe consiste em medidas relativamente simples: vacinação e cuidados básicos de higiene.


O objetivo da vacinação é fazer com que a pessoa não contraia a infecção ou, se isso não for possível, que tenha um quadro mais leve da doença, com menor risco de complicações. Os efeitos colaterais da vacina são geralmente locais (dor e inchaço no lugar da aplicação, por algumas horas). Eventualmente, pode provocar um quadro semelhante ao de um resfriado comum.


A vacinação deve ser repetida anualmente, porque a vacina muda de acordo com as alterações sofridas pelos vírus. Geralmente, a pessoa demora duas semanas para desenvolver os anticorpos adequados.


Adultos com mais de 50 anos, imunossuprimidos (transplantados, pacientes com HIV), doentes crônicos e profissionais de saúde estão entre aqueles que devem tomar a vacina todo anos.

As medidas de higiene úteis para a prevenção da gripe são simples: cobrir a boca quando tossir ou espirrar (para evitar a disseminação maior de partículas que carregam os vírus) e manter as mãos limpas (lavá-las com água e sabão) para evitar eventual transmissão por contato.


Vacina da Gripe

✅Qual a diferença entre a vacina trivalente e tetravalente?

💉Vacina trivalente: tem cobertura para os 3 principais vírus da gripe (H1N1, H3N2 e 1 tipo da Influenzae B). É a vacina fornecida pelo SUS.

💉Vacina tetravalente: além dos 3 vírus anteriores, tem uma proteção à mais para outro vírus B. Essa vacina só é encontrada em clínicas particulares.

💉Note que tanto a vacina do SUS quanto a particular contém o sorotipo que vem se mostrando ser mais grave: H3N2.


A vacina da gripe é indicada para todas as pessoas a partir de 6 meses de vida.

💉Crianças de 6 meses a 9 anos de idade: duas doses na primeira vez em que forem vacinadas, com intervalo de um mês e revacinação anual.

💉Crianças maiores de 9 anos, adolescentes, adultos e idosos: dose única anual.

💉Menores de 3 anos, na dependência da bula do fabricante, o volume a ser aplicado é menor.

💉Gestantes e mães que estão amamentando também podem ser vacinadas.


A vacina pode causar eventos adversos?

Sim, como qualquer vacina. A pessoa pode sentir um pouco de dor no local da aplicação, que geralmente fica inchado e vermelho; dor no corpo e reações de um resfriado leve. Em alguns casos também é possível ocorrer febre.


A vacina da Gripe NÃO CAUSA GRIPE!!! O que pode acontecer é o paciente desenvolver resfriado, o que não tem nada a ver com a vacina! A vacina protege da Gripe e não do resfriado, que são doenças diferentes!!!


A vacina na gripe não foi criada para matar "velhos"!!! Infelizmente ainda escuto muito isso, que o governo criou a vacina para matar aposentados! Vamos acabar com esse mito. Afinal, quem mais morre de Gripe são os idosos.


A vacina da gripe é a melhor forma de proteção contra a gripe, porém ela não tem 100% de proteção. Ou seja, em raros casos, é possível ter gripe mesmo tomando a vacina.


A vacina contra gripe não te garante proteção definitiva contra os subtipos do vírus Influenza. Isso porque, eles estão em constante evolução e mudam com o passar do tempo, o que exige que doses atualizadas sejam aplicadas no organismo para garantir proteção. Por isso a vacina é realizada anualmente. Portanto, se você tomou a vacina em 2019 também deve tomar em 2020.


Após 2 a 3 semanas da administração da vacina, o paciente está imunizado (a vacina “faz efeito”).


Se você estiver resfriado, você pode tomar a vacina mesmo assim. Se você estiver gripado e com febre, a vacina não deve ser tomada nesse momento e deverá ser avaliado por um médico que irá informar quando deverá ser tomada.


Se você já teve Gripe em anos passados ou até mesmo nesse ano, também deverá ser imunizado.


Tem contra indicação a vacina pessoas com alergia grave (anafilaxia), a algum componente da vacina, como ovo.


A vacina da gripe pode ser tomada no mesmo dia da vacina da febre amarela. Se você não fez isso, deve esperar pelo menos 15 dias entre as doses.


Recomendações
  • Evite, ao máximo, a presença de fumantes perto de você e de seus filhos;

  • Faça com que o seu filho repouse e tome bastante líquido e o mesmo serve para você;

  • Vaporizações podem aliviar os sintomas;

  • É indispensável o acompanhamento médico num caso de rinossinusite bacteriana;

  • Também se sugere fugir de aglomerações e promover a amamentação.

Você já ouviu falar na Etiqueta da Tosse?

Trata-se de medidas simples, mas muito eficientes para minimizar a transmissão de doenças infecciosas. São elas:

  • Cobrir a boca e nariz com um lenço de papel quando tossir ou espirrar e descartar o lenço usado no lixo;

  • Caso não tenha disponível lenço descartável, tossir ou espirrar no antebraço e não em suas mãos, que são importantes veículos de contaminação;

  • Higienizar as mãos com frequência e sempre após tossir ou espirrar;

  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem ter higienizado as mãos.


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Dra. Valéria Gandolfi Geraldo

Pediatria - Neurologia Pediátrica - Epilepsia

Neurologia Cognitiva e do Comportamento - Desenvolvimento e Comportamento Infantil

Capacitação das Escalas Bayley III e do Protocolo VB-Mapp

CRM-SP: 105.691 / RQE: 26.501-1

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