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Hepatite A: mais uma doença que está voltando! Proteja seu filho e sua família!


Apesar de já existirem vacina contra elas, algumas doenças ainda registram um grande número de infectados, como é o caso da hepatite A, catapora (varicela), da caxumba (parotidite) e da coqueluche (estas duas últimas, inclusive, com índices que vêm crescendo nos últimos tempos). Nessa postagem, eu irei falar apenas da hepatite A, que é frequente na época das chuvas.


Ocorre cerca de 1,4 milhão de casos de Hepatite A no mundo, sendo que 2% e 7% dos casos podem levar a hospitalização e à morte.


O Brasil é considerado área de risco para a doença.


Crianças menores de 13 anos representam cerca de 75,6% dos casos notificados no país.

Só entre janeiro e outubro de 2017, foram cerca de 600 casos de hepatite A registrados em São Paulo, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde. Isso representa um aumento de (pasmem!) 960% no número de confirmações da doença, que nesse mesmo período, em 2016, ficou em apenas 57 ocorrências.


Transmitida por vírus, a hepatite A é contagiosa e merece especial atenção. E mais uma informação importante: 80% das contaminações correspondem a homens entre 18 e 39 anos. Por isso, preste atenção nas informações a seguir e proteja a sua família!


(1) Contágio e sintomas: A hepatite A é viral (causada pelo vírus VHA) com transmissão oral fecal, de modo que a condição acaba sendo transmitida principalmente por meio de água e alimentos contaminados (folhas , verduras ou vegetais crus ou mal cozidos, frutas frescas, frutos do mar, ostras e mariscos crus ou não devidamente cozidos) ou de uma pessoa infectada para outra saudável.


Por esses motivos, inclusive, a doença é comum em crianças e bebês, pois os pequenos nem sempre lavam bem as mãos e os alimentos antes de ingerir, por ainda não terem noções básicas de higiene, e por levarem brinquedos e mãos à boca, podendo desta forma ingerir o vírus.


Especialmente em locais onde não há condições adequadas de saneamento básico, o risco de contágio é maior, pela lavagem de alimentos com água contaminada (com as fezes de uma pessoa que já está com o vírus, por exemplo).

Vale destacar ainda que outra forma comum de contágio é a partir de relações sexuais sem proteção. Isso explica o número crescente de homens jovens, em idade sexualmente ativa, que se mostram infectados no surto atual.


Quando alguém é infectado, é desencadeada uma inflamação no fígado e, cerca de um mês depois do contágio, aparecem sintomas como febre, dores nas articulações, bastante cansaço, falta de apetite e alterações no funcionamento do intestino.

Com o tempo, sinais mais evidentes podem se manifestar, como icterícia (pele amarelada), urina escura e fezes acinzentadas (ou esbranquiçadas).


(2) Diagnóstico e tratamento: Geralmente não apresenta sintomas, contudo, os mais frequentes são: cansaço, inapetência, enjoo/vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados e urina escura.


Para comprovar um quadro de hepatite A, além da análise clínica, o médico costuma solicitar o exame laboratorial para detectar a presença do vírus.

O tratamento da hepatite A é destinado apenas aos sintomas da doença, já que não há medicamentos que ataquem diretamente o vírus. Na fase aguda da doença também pode ser recomendada cautela na ingestão de alimentos gordurosos, já que a infecção ataca o fígado (e é esse órgão quem produz a bile, responsável pela digestão da gordura em nosso corpo).

O que acontece na maioria das vezes é que o próprio organismo consegue combater o vírus sozinho, o que costuma levar entre um e dois anos para ocorrer. Uma vez superada a hepatite A, o corpo acaba ganhando imunidade permanente. No entanto, em casos mais raros, a hepatite A, ao invés de ser combatida, acaba evoluindo para uma condição grave: a hepatite fulminante. É aí que mora o perigo, pois a doença pode ser fatal.


(3) Como prevenir? A principal forma de prevenção da hepatite A é por meio de vacina, indicada na faixa dos 12 meses, com reforço 6 meses depois, e não tem limite de idade. É importante seguirmos as recomendações das principais sociedades médicas, inclusive as doses de reforço, para garantirmos que a imunização esteja sempre em dia.


Mas, como a doença é infecciosa e transmitida por água e comida contaminadas, vale lembrar regras de higiene importantíssimas: lavar bem as mãos e os alimentos (e ensinar as crianças desde cedo a fazer isso) e não compartilhar objetos de uso pessoal (recomendando também que os pequenos não usem os de outras pessoas).

Na hora das compras no supermercado, ou de comer fora, verifique a procedência do que for ingerir e oferecer à família. Como o contágio pode acontecer por meio de alimentos lavados com água contaminada (saladas, por exemplo), opte pelo consumo em locais com condições adequadas de higiene.


Dica:

  • Sempre beber água filtrada ou fervida.

  • Higienizar bem folhas, frutas e vegetais.

  • Comer alimentos cozidos, quando a procedência é desconhecida.

  • Lavar as mãos antes das refeições e após usar o banheiro.

  • Não consumir frutos do mar crus ou mal cozidos.

(4) Vacina da Hepatite A: Está disponível na rede pública, mas apenas uma dose. A 2ª dose tem que ser feita na rede particular. Essa vacina é exatamente a mesma na rede pública e na rede particular, não existem diferenças.

A rede pública vacina as crianças contra a hepatite A apenas com uma dose única, à partir de um ano e três meses de idade. E a vacina só será feita até 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Saiba mais: http://www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/201801/15094105-calendario-nacional-de-vacinacao-2018.pdf


Contudo a rede privada segue a recomendação da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), aplica a primeira dose aos 12 meses e seis meses após, uma segunda, e sem limite de idade.

Saiba mais: https://sbim.org.br/calendarios-de-vacinacao

Uma única dose desta vacina garante proteção até os 10 anos, mas não há certeza quanto a vida adulta e na adolescência. A segunda dose irá garantir a imunidade contra a hepatite A também na adolescência e vida adulta e, por isso, é importante recebe-la.

A vacina da hepatite A previne a doença e não se destina ao tratamento, ou seja, estimula o organismo a produzir defesas contra este tipo de vírus, e prevenir essa doença no futuro. Não protege contra infecções causadas pelos vírus das hepatites B, C e E, e outros patógenos capazes de infectar o fígado.


(4.1) Forma farmacêutica: A vacina contra hepatite A (VHA), é uma suspensão estéril contendo o vírus da hepatite A (cepa HM 175) inativado com formaldeído e adsorvido em hidróxido de alumínio. Contém traços de neomicina. Deve ser administrada com cuidado em pacientes com conhecida hipersensibilidade a este antibiótico.


(4.2) Contra-indicações: A Vacina contra Hepatite A não deve ser administrada em indivíduos com conhecida hipersensibilidade a qualquer componente da vacina.


(4.3) Reações adversas: Podem ocorrer reações locais (dor, vermelhidão) em pequeno número de vacinados; raramente ocorrem outras manifestações, como febre e mal estar.


(4.4) Cuidados na administração: - A Vacina contra Hepatite A deve ser adiada em indivíduos apresentando doença febril aguda grave. A presença de infecção leve, no entanto, não representa contraindicação para a vacinação.

- A Vacina contra Hepatite A contém traços de neomicina. Deve ser administrada com cuidado em pacientes com conhecida hipersensibilidade a este antibiótico.

- Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica.


(4.5) Esquema de vacinação: As sociedades médicas Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam duas doses na prevenção da Hepatite A: - Primeira dose com 1 ano e - Segunda dose, 6 meses após a primeira dose. - A vacina também é recomendada para adultos, com intervalo de 6 meses entre as duas doses.


(4.6) Para quem é indicada (grupos de maior risco): - Para toda criança a partir do primeiro ano de vida. - Para todo adolescente e adulto pertencente aos grupos alvo: residentes em áreas de alta endemicidade, como o Brasil. - Hemofílicos. - Pessoas em contato com indivíduos que já tenham a doença. - Grupos populacionais específicos com maior incidência de hepatite A. - Pacientes com doença crônica de fígado ou com risco de desenvolvimento da mesma. - Pessoas para as quais a hepatite A constitui um risco ocupacional no trabalho ou que apresentem um alto risco de transmissão. Nesta categoria incluem-se os empregados de centros assistenciais, médicos, paramédicos, enfermeiros de hospitais e instituições, especialmente das unidades gastroenterológicas e pediátricas, trabalhadores em bueiros, manipuladores de alimentos, entre outros.


Hepatite A: a importância da segunda dose da vacina.

A vacina contra hepatite A tem cerca de 95% de eficácia em crianças. Uma única dose desta vacina garante proteção até os 10 anos, mas não há certeza quanto a vida adulta e na adolescência. A segunda dose irá garantir a imunidade contra a hepatite A também na adolescência e vida adulta e, por isso, é importante recebe-la.

Com os passar dos anos, os níveis de anticorpos produzidos pela vacina da hepatite A vão gradativamente diminuindo, o que levou a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Imunizações a recomendarem uma dose de reforço 6 meses após a administração da primeira dose, já oferecida pelo Ministério da Saúde aos 15 meses de vida, produzindo assim imunidade que chega a quase 100%.

Esquema: É possível administrar, no seu bebê, a primeira dose da vacina da Hepatite A na rede pública (posto de saúde) com 1 ano e 3 meses de vida, já que é oferecida pelo Ministério da Saúde nesta idade, e completar o esquema de vacinação com a segunda dose na rede particular, com 1 ano e 9 meses.

A vacina contra hepatite A também é oferecida nas clínicas particulares de vacina para crianças maiores (com 5 anos ou mais) e adultos. O Ministério de saúde só fornece a vacina até 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Então...se o seu filho recebeu a dose de hepatite A apenas na rede pública ele tem uma dose da vacina. É recomendado a segunda dose, após 6 meses da primeira, na rede particular.

Essa segunda dose é mais importante ainda para adolescentes e adultos que não tiveram a doença, já que, nesta faixa etária, o risco da forma grave (hepatite fulminante) é maior.

Converse com seu pediatra!


Espero que tenha conseguido esclarecer melhor sobre essa doença e a vacina!


ATENÇÃO: Esta postagem não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente ele pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Dra. Valéria Gandolfi Geraldo

Pediatria - Neurologia Pediátrica - Desenvolvimento e Comportamento Infantil

CRM-SP: 105.691 / RQE: 26.501-1

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