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TDAH: saiba o que é, quais os 3 tipos, como fazer o diagnóstico e o tratamento.










O guia da Academia Americana de Pediatria (AAP) apresenta diretrizes práticas para o manejo do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças e adolescentes com idades entre 4 e 17 anos e 11 meses.


A abordagem recomendada envolve um modelo de atendimento multidisciplinar focado no paciente, especialmente configurado para lidar com condições crônicas. Essa estratégia inclui a coordenação efetiva com profissionais escolares e terapeutas. Além disso, é enfatizada a importância da avaliação formal de coocorrências, como ansiedade, depressão, uso de substâncias, transtornos da linguagem e aprendizado. O manejo dessas coocorrências pode envolver intervenções diretas ou encaminhamentos para fonoaudiólogos educacionais, psicopedagogos e terapeutas ocupacionais, especialmente aqueles com certificação internacional em integração sensorial de Ayres.


No caso de crianças com menos de 4 anos de idade que apresentam sintomas sugestivos de TDAH, a recomendação é encaminhá-las para treinamento de manejo comportamental para pais. Esse tipo de intervenção é uma forma de psicoterapia conduzida com a participação ativa dos pais.


No grupo de crianças e adolescentes com idades entre 4 e 17 anos e 11 meses, o tratamento proposto varia. Para crianças de 4 a 6 anos, a abordagem deve incluir treinamento de manejo comportamental para pais e apoio escolar. Já para crianças de 6 a 12 anos, o tratamento envolve treinamento de manejo comportamental para pais, apoio escolar e, em alguns casos, medicamentos. Para aqueles com 12 anos ou mais, os apoios escolares, medicamentos e apoios de transição são recomendados. Adicionalmente, adolescentes devem ser monitorados em relação ao uso de substâncias.


É crucial destacar que não se recomenda o uso de medicamentos para crianças de 4 a 6 anos e ainda menos para aquelas com menos de 4 anos, pois o diagnóstico formal de TDAH não pode ser estabelecido nessa faixa etária.


O treinamento de pais, cuidadores e profissionais escolares emerge como uma prática indispensável e altamente eficaz no tratamento de crianças e adolescentes com TDAH. Esse enfoque busca afastar a cultura de medicalização indiscriminada, concentrando-se, em vez disso, em técnicas de modificação de comportamento. A ideia é eliminar comportamentos inadequados do repertório dos sujeitos, promover a generalização de comportamentos adequados e estabelecer formas apropriadas de interação social. Essa abordagem ressalta a importância de adotar estratégias não farmacológicas sempre que possível.



Dra. Valéria Gandolfi Geraldo

Pediatria - Neurologia Pediátrica

CRM-SP: 105.691 / RQE: 26.501-1

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