Transtorno do Espectro Autista

A avaliação neuropsicológica  das pessoas com ou suspeita de Transtorno do Espectro Autista (TEA) permite avaliar condições coexistentes (por exemplo transtorno do desenvolvimento intelectual associado), nível de gravidade e quais áreas do cérebro é preciso estimular mais, auxiliando muito na intervenção. 

Os instrumentos de triagem, como o Sistema PROTEA-R-NV de avaliação de suspeita de TEA e outros Transtornos da comunicação, e os de diagnóstico, Escalas CARS-2 (Escala de Classificação de Autismo na Infância, Segunda Edição), Instrumento ADOS-2 (Protocolo de Observação para Diagnóstico de Autismo, Segunda Edição) e Instrumento ADI-R (Entrevista Diagnóstica para Autismo Revisada), são aplicados na avaliação neuropsicológica.

O diagnóstico e intervenção precoce do TEA melhoram as chances de boa evolução das crianças. O ideal é que elas fossem diagnosticadas até os 2 anos de idade, mais tardar até os 3 anos, pois é quando realmente conseguimos oferecer um tratamento de excelente qualidade e com maiores chances de sucesso à criança e à família. Hoje, o diagnóstico após os 3 anos é considerado tardio.

A intervenção precoce pode atingir o período ótimo definido pelas janelas de oportunidades no cérebro das crianças e a detecção precoce pode auxiliar a ensinar habilidades que, se porventura houver um atraso no diagnóstico, elas não poderão mais ser alcançadas.

O que é Transtorno do Espectro Autista?

O TEA é um transtorno neurobiológico, englobado dentro da categoria dos Transtornos do neurodesenvolvimento. Afeta o neurodesenvolvimento e pode ocasionar prejuízos sociais, comportamentais e de comunicação.

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Hoje, ele é caracterizado por uma díade: dificuldades persistentes na comunicação social e na interação social, em múltiplos contextos, associados a padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, manifestados por pelo menos dois dos seguintes: Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos; rigidez comportamental; hiperfoco e alterações sensoriais.

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Os sintomas devem estar presentes antes dos 3 anos de idade, mas podem não se tornar plenamente manifestos até que as demandas sociais excedam as capacidades limitadas ou podem ser mascarados por estratégias aprendidas mais tarde na vida e devem causar prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo no presente. Além disso, não podem ser mais bem explicadas por deficiência intelectual ou por atraso global do desenvolvimento.

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Deficiência intelectual  e TEA são condições coexistentes. Entretanto, para fazer o diagnóstico de TEA com Transtorno do desenvolvimento intelectual, a comunicação social deve estar abaixo do esperado para o nível atual do desenvolvimento cognitivo.

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