Avaliação Diagnóstica do Autismo e Desenvolvimento Atípico

Sobre a avaliação diagnóstica

Brincando com blocos

(1) O que é avaliação diagnóstica de Autismo e Desenvolvimento Atípico?

A  avaliação diagnóstica  do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e Desenvivmento Atípico é uma área clínica  que integra os domínios da neurologia pediátrica, pediatria do desenvolvimento e comportamento, psiquiatria e saúde mental da infância e adolescência, análise do comportamento aplicada (ABA), neuropsicologia, neurociência e educação e suas relações.

Realiza a avaliação diagnóstica do desenvolvimento e o comportamento de crianças e adolescentes com Autismo e Desenvolviemento Atípico. 

(2)  O que é Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

O TEA é um transtorno neurobiológico, englobado dentro da categoria dos Transtornos do neurodesenvolvimento. Afeta o neurodesenvolvimento e pode ocasionar prejuízos sociais, comportamentais e de comunicação.

 

Hoje, ele é caracterizado por uma díade: dificuldades persistentes na comunicação social e na interação social, em múltiplos contextos, associados a padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, manifestados por pelo menos dois dos seguintes: Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos; rigidez comportamental; hiperfoco e alterações sensoriais.

Os sintomas devem estar presentes antes dos 3 anos de idade, mas podem não se tornar plenamente manifestos até que as demandas sociais excedam as capacidades limitadas ou podem ser mascarados por estratégias aprendidas mais tarde na vida e devem causar prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo no presente. Além disso, não podem ser mais bem explicadas por Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI) por atraso global do desenvolvimento.

TDI  e TEA são condições coexistentes. Entretanto, para fazer o diagnóstico de TEA com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual, a comunicação social deve estar abaixo do esperado para o nível atual do desenvolvimento cognitivo.

(3) Como são feitas as avaliações diagnósticas  do Autismo e Desenvolvimento Atípico ? 

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) não tem cara, não tem forma e muito menos exame de imagem ou de laboratório que faça o seu diagnóstico. Ele depende de uma observação clínica, escolar e doméstica, levando em conta o cotidiano e a interação com outras crianças. 

É impossível fazer o diagnóstico de TEA, sem saber como se comporta o indivíduo. Logo, por ser muito complicado chegar ao diagnóstico definitivo à primeira vista, por existir diversas facetas clínicas e formas de comportamento da criança, foram criadas cinco escalas extremamente específicas e bem definidas para fechar o diagnóstico de TEA: 

  • ADOS: escala de observação: a partir de 12 meses.

  • ADI-R: escala de entrevista: a partir de 2 anos de idade e com  18 meses de idade mental. 

  • CARS: escala de pontuação do autismo na infância: crianças e adolescentes de 2 a 17 anos..

  • Escala LABIRINTO: através dela também é possível pesquisar condições coexistentes ao TEA (por exemplo, epilepsia, hiperatividade, compulsividade e restrição a mudanças).  Pode ser aplicada à partir de 2 anos.. 

Na nossa empresa, temos profissional de saúde com Acreditação Clinica e Certificação Internacional nos Instrumentos ADOS-2 e ADIR,  Certificado de Aplicação  da Escala LABIRINTO para Diagnóstico de Autismo e expertise na aplicação da CARS. 

A avaliação do perfil do desenvolvimento e comportamental das crianças e adolescentes  visa identificar possíveis sintomas do transtorno do espectro autista, condições ambientais, problemas familiares que podem interferir no cotidiano do menor como no desenvolvimento acadêmico, social e relacionamento e leva no mínimo 8 horas, dependendo de diversos fatores como a necessidade ou não de aplicar provas específicas e também da colaboração da criança e do adolescente. Ela depende de uma cuidadosa investigação clínica realizado por um profissional da saúde com experiência na área. Essa investigação é feita em  quatro passos.

Veja agora os quatro passos de uma avaliação do desenvolvimento e comportamento dos quadros caracteristicas de Autismo e Desenvolvimento Atípico:

1️⃣ Primeiro passo - Suspeita: relato de pais, cuidadores, centro infantis, pediatras, profissionais de saúde e educação e aplicação de escalas de triagem. 

2️⃣ Segundo passo - Avaliação: parecer de equipe multidisciplinar especializada (terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos e outros), preencher critérios do DSM-V/CID-11, aplicação de escalas de triagem (CSBS, M-CHAT R/F, SWYC-BR, ASQ-3, ATA, ATEC, SRS-2, ICA-Br/ABC, SCQ-A/SCQ-B, CAST e do instrumento observacional Sistema PROTEA-R NV)

3️⃣ Terceiro passo - Confirmação: preencher critérios do DSM-V/CID-11 e aplicação dos instrumentos de avaliação do Desenvolvimento Infantil (Escalas Bayely III, Teste de Triagem de Desenvolvimento Infantil Denver II, ADL-2 e IDADI), Habilidades Acadêmicas, Comportamentos Adaptativos (VINELAND-3), Perfil Sensorial (Perfil Sensorial-2 de DUNN) e  Escalas diagnósticas do TEA (ADOS, ADI-R, CARS e Escala LABIRINTO)

4️⃣ Quarto Passo - Devolutiva da avaliação do menor: Após esses passos, o profissional recebe novamente os familiares para devolver a eles o resultado da avaliação e delinear qual será o melhor plano de intervenção/tratamento individualizado e realizar os encaminhamentos necessários: Análise do comportamento Aplicada (ABA), Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), Terapeuta Ocupacional com Certificação Internacional em Integração Sensorial de Ayres, Fonoaudiologia, Intervenções baseadas em Tecnologias, Musicoterapia (intervenções baseadas em Música), Treino motor com profissional de Educação Física (intervenções baseadas em Exercício e Movimento) e outros. 

O diagnóstico e intervenção precoce das crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e Desenvolvimento Atípico é muito importante.

 

O ideal é que as pessoas com TEA sejam diagnosticadas até os 2 anos de idade, mais tardar até os 3 anos. Hoje, o diagnóstico após os 3 anos é considerado tardio.