Transtorno do Espectro Autista

Sobre a avaliação diagnóstica e acompanhamento

Mãe e filho

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) não tem cara, não tem forma e muito menos exame de imagem ou de laboratório que faça o seu diagnóstico. Ele depende de uma observação clínica, escolar e doméstica, levando em conta o cotidiano e a interação com outras crianças. 

É impossível fazer o diagnóstico de TEA, sem saber como se comporta o indivíduo. Logo, por ser muito complicado chegar ao diagnóstico definitivo à primeira vista, por existir diversas facetas clínicas e formas de comportamento da criança, foram criadas cinco escalas extremamente específicas e bem definidas para fechar o diagnóstico de TEA: 

  • ADOS-2: escala de observação: a partir de 12 meses.

  • ADI-R: escala de entrevista: a partir de 18 meses de idade mental. 

  • CARS-2: escala de pontuação do autismo na infância, segunda edição: crianças e adolescentes de 2 a 17 anos..

  • Escala LABIRINTO: através dela também é possível pesquisar condições coexistentes ao TEA (por exemplo, epilepsia, hiperatividade, compulsividade e restrição a mudanças).  Pode ser aplicada, no momento, em  crianças entre 2 anos e 4 anos e 11 meses.

  • GARS-3 (Gilliam Autism Rating Scale,Terceira Edição): escala de entrevista para pessoas entre 3 e 22 anos. 

Na nossa empresa, temos profissional de saúde com Acreditação Clinica e Certificação Internacional nos Instrumentos ADOS-2 e ADIR. 

 

O diagnóstico e intervenção precoce das crianças e adolescentes com Transtorno do espectro autista (TEA) é muito importante. O ideal é que elas sejam diagnosticadas até os 2 anos de idade, mais tardar até os 3 anos. Hoje, o diagnóstico após os 3 anos é considerado tardio

O que é Transtorno do Espectro Autista?

O TEA é um transtorno neurobiológico, englobado dentro da categoria dos Transtornos do neurodesenvolvimento. Afeta o neurodesenvolvimento e pode ocasionar prejuízos sociais, comportamentais e de comunicação.

Hoje, ele é caracterizado por uma díade: dificuldades persistentes na comunicação social e na interação social, em múltiplos contextos, associados a padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, manifestados por pelo menos dois dos seguintes: Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos; rigidez comportamental; hiperfoco e alterações sensoriais.

Os sintomas devem estar presentes antes dos 3 anos de idade, mas podem não se tornar plenamente manifestos até que as demandas sociais excedam as capacidades limitadas ou podem ser mascarados por estratégias aprendidas mais tarde na vida e devem causar prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo no presente. Além disso, não podem ser mais bem explicadas por deficiência intelectual ou por atraso global do desenvolvimento.

Deficiência intelectual  e TEA são condições coexistentes. Entretanto, para fazer o diagnóstico de TEA com Transtorno do desenvolvimento intelectual, a comunicação social deve estar abaixo do esperado para o nível atual do desenvolvimento cognitivo.